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Polícia diz que cartucho achado em casa de família desaparecida há 15 dias no RS é de 'festim' e não teria sido usado em crime

Polícia se reúne para atualizar caso de família desaparecida há 15 dias no RS A Polícia Civil confirmou que o cartucho encontrado na casa do casal de idoso...

Polícia diz que cartucho achado em casa de família desaparecida há 15 dias no RS é de 'festim' e não teria sido usado em crime
Polícia diz que cartucho achado em casa de família desaparecida há 15 dias no RS é de 'festim' e não teria sido usado em crime (Foto: Reprodução)

Polícia se reúne para atualizar caso de família desaparecida há 15 dias no RS A Polícia Civil confirmou que o cartucho encontrado na casa do casal de idosos da família Aguiar, que está desaparecida há 15 dias na Região Metropolitana de Porto Alegre, é de festim. 🔍 Um cartucho de festim é um tipo de munição que simula um disparo real, com barulho e fumaça, sem arremessar um projétil. Contém pólvora e pode ser usado em treinamentos, cerimônias militares e efeitos especiais para cinema/TV, não sendo letal como a munição comum, mas ainda exigindo cautela devido à pólvora e gases. "Pelo que o perito disse no local de crime, o cartucho ali é meio incompatível com a versão que não houve luta corporal, provavelmente não houve violência dentro da casa", afirmou o delegado Anderson Spier, que está à frente da investigação. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O caso foi discutido em reunião com autoridades nesta segunda-feira (9), em Cachoeirinha. Participaram da reunião agentes da Polícia Civil, delegados e também a subchefe da Polícia Civil no RS, Patrícia Tolotti. O delegado Spier afirmou que o encontro serviu para que todos pudessem se debruçar ainda mais sobre esse caso e confrontar detalhes da investigação. Segundo ele, a polícia ainda aguarda por perícias que foram feitas nas casas, no minimercado da família, e em imagens de câmeras de segurança que mostram a movimentação nos dias dos desaparecimentos. Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos desde janeiro. Cartazes pedindo por solução na frente do mercado da família desaparecida de Cachoeirinha Carolina Aguaidas/ RBS TV Segundo o g1 apurou com a Brigada Militar, a Corregedoria da corporação passou a colaborar com o caso, o que levanta a suspeita de que um policial militar esteja envolvido. As autoridades não divulgaram quem é o policial nem qual seria seu envolvimento. A corregedoria é responsável por fiscalizar a conduta dos policiais militares e apurar possíveis infrações disciplinares e criminais. Essa etapa ocorre paralelamente ao trabalho da Polícia Civil, responsável pela investigação do desaparecimento. Na manhã de segunda-feira (9), o delegado informou à reportagem que mais pessoas devem ser ouvidas nesta semana e que aguarda laudos de perícias feitas em casas, carros e imagens de câmeras de segurança. Mais sobre o caso: Perícia encontra vestígios de sangue em casa de mulher desaparecida 'Que mistério é esse que ninguém resolve?': desaparecimento aumenta aflição de conhecidos 'Todo mundo apavorado', diz conhecido da família Celular encontrado Um celular encontrado também passará por perícia. O aparelho estava nas imediações da casa dos idosos. A Polícia Civil não comenta detalhes das perícias que já foram concluídas. Até agora, não há informações sobre o que aconteceu com a família. Para os investigadores, a principal suspeita é de que tenha acontecido um crime, como homicídio ou cárcere privado. Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil Entenda o caso Silvana de Aguiar foi vista pela última vez em 24 de janeiro. Na mesma data, uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu, e o objetivo da postagem era despistar o desaparecimento. Desde então, seu celular está desligado e ela não fez mais contato. Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais saíram para procurar a filha no domingo (25). Segundo o delegado Anderson Spier, o casal chegou a ir à delegacia distrital para registrar o sumiço, mas a unidade estava fechada. Depois disso, eles também não foram mais vistos. A polícia confirmou que o acidente de trânsito relatado por Silvana não aconteceu e descarta a hipótese de sequestro, pois não houve nenhum pedido de resgate. As principais suspeitas são de homicídio ou cárcere privado. O carro de Silvana foi encontrado na garagem de sua casa, com a chave no interior da residência, o que reforça a tese de que ela não viajou. Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica na noite de 24 de janeiro. Um carro vermelho entrou na residência da filha às 20h34 e saiu oito minutos depois. Às 21h28, o veículo de Silvana entrou na garagem. Mais tarde, às 23h30, outro carro chegou, permaneceu por 12 minutos e foi embora. A polícia investiga se era ela quem dirigia seu próprio carro e busca identificar os outros veículos, que podem tratar-se do mesmo. Silvana é filha única do casal e mora nas proximidades. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e tem um filho de 9 anos. O menino estava com o pai no fim de semana do desaparecimento. A filha trabalha com os pais, que são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da família. Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar são descritos como queridos e tranquilos pelos parentes e vizinhos. Eles tinham um bom relacionamento com a filha. Infográfico: pais e filha desaparecem em Cachoeirinha Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS